Elefante Marinho Fred: como saber que estamos lidando com o mesmo animal?

O IPRAM tem detectado cicatrizes idênticas em todos esses registros de elefante-marinho no Espírito Santo (inclusive em fotografias datadas de 2012 de autoria de terceiros, que não publicamos em respeito). Essas cicatrizes foram se esticando conforme o animal cresceu, e foram perdendo a profundidade e tornando-se cada vez mais difíceis de se observar conforme o animal realiza mudas de pêlos anuais. Por outro lado, Fred sempre surge com novas cicatrizes, então é necessário atualizar nosso conhecimento sobre suas marcas naturais.

Algumas cicatrizes são bem características de predação por tubarões-charuto (Isistius sp.); outras tem origem desconhecida. Muitas vezes o animal, quando irritado por banhistas, infla a probóscide (tromba), o que lhe dá um aspecto mais adulto e agressivo. A existência de fotografias do Fred em diferentes momentos (relaxado com a probóscide murcha e agressivo com a probóscide inflada) também pode gerar dúvidas sobre estarmos lidando com um animal ou dois animais diferentes. Por outro lado, a probóscide inflada comprova que Fred é um macho,

Na imagem abaixo, identificamos as cicatrizes dorsais e da lateral-direita, mas existem muitas outras cicatrizes na região ventral-caudal que também nos ajudam a identificá-lo, e podem ser vistas quando ele repousa em decúbito dorsal (de barriga para cima).



Em janeiro de 2017, após ter sido resgatado para tratamento em cativeiro, o Fred recebeu brincos com numeração nas nadadeiras traseiras e foram implantados dois chips sob sua pele, na região dorsal, de maneira que agora é um animal inconfundível.